E agora, José?

Por Luciano Faraco – Sócio da DLegend

E agora, José? Estava muito bom aquele ganho de até 19% ao ano (mais de 1,5% ao mês) no CDI, não? Pois é, mas não tem mais, na verdade, já está radicalmente diferente, ou você não percebeu ainda? Agora, em setembro, a expectativa gira em torno de 0,64% bruto ao mês. O que significa: se você deixar aplicado R$ 10.000, receberá algo como R$ 57 brutos, ou uns 2 lanches bacanas no McDonald’s no final do mês. Mas não fique triste, se seu dinheiro estiver na poupança, fica pior ainda, talvez um bom lanche ainda daria para comprar.

Puxa, e agora, José? Agora meu amigo, daqui para frente, não tem jeito. Bem-vindo ao mundo real, e no mundo real, para ter melhores retornos, será inevitável sair da zona de conforto e arriscar mais, ousar mais, “se ligar” muito mais.

Obviamente cada um tem seu perfil de risco, variando de muito baixo para muito ousado. Nesse ponto, entra uma palavra que gosto muito: diversificação – e outra que também gosto muito: Ativos Imobiliários.

Diversificar porque é uma premissa conservadora, em um país, digamos, tão volátil e surpreendente no mínimo, com isso você se permite ter níveis de liquidez em graus variados, assim como compensações conforme os eventos que acontecem.

Já os ativos imobiliários, ao meu ver, são nossos eternos aliados. Se bem escolhidos e bem estruturados, via de regra, são eles que nos permitem respirar melhor em momentos críticos e surfar melhor quando tudo vai de vento em popa.

Não espere mais ganhos super expressivos em imóveis, seja de alta rentabilidade locatícia, seja de ganhos de valorização imensos, salvo exceções (nesse momento estamos justamente passando por uma janela de oportunidade pela combinação do saldo da crise com preços dos imóveis em baixa). Compare com o CDI e veja se por exemplo, ganhar 0,5% ao mês mais correção pelo IGPM é tão ruim assim? Fora a valorização patrimonial ao longo do tempo. Sem dúvida, é possível obter ganhos melhores em alguns casos com imóveis.

Aliás, em muitos casos, mas sejamos conservadores, lembrem que diversificação é um item que devemos sempre considerar, portanto qual o problema de um ganho próximo a 0,5% ao mês? Qual o problema de termos ao longo da vida alguns imóveis que completam nossa carteira de investimentos e nos ajudam a pagar muitas contas do dia a dia? Nenhum problema, aliás, o problema é que estamos mal-acostumados, muitíssimo mal-acostumados, esse é o problema. Apesar da baixa radical da selic, ainda somos o terceiro país com a taxa mais alta do planeta. Isso não é pouca coisa. E olhe que Ilan Goldfajn, aquele carinha simpático, presidente do BC já insinuou que o próximo corte será de 0,75%.

E agora, José?

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